O Ministério da Saúde confirmou, no fim de junho, a volta da segunda dose de reforço contra a poliomielite no Calendário Nacional de Vacinação do SUS. A medida recoloca quatro aplicações contra a doença na rotina infantil.
A decisão foi publicada após atualização técnica federal e muda o esquema usado nas salas de vacinação em todo o país. Agora, os dois reforços passam a ser feitos exclusivamente com vacina injetável.
Na capital, a mudança interessa diretamente famílias da Zona Sul, onde UBSs de bairros como Capão Redondo, Cidade Dutra, Campo Limpo e M’Boi Mirim concentram grande procura por imunização infantil.
O que mudou na vacina contra a pólio em 2026?
O novo esquema mantém as três doses iniciais da VIP aos 2, 4 e 6 meses. A alteração está nos reforços, agora previstos aos 15 meses e 4 anos.
Segundo o ministério, a revisão substitui em definitivo a antiga lógica da “gotinha” bivalente pelos reforços injetáveis. A mudança foi baseada em evidências científicas e em estratégias de maior proteção coletiva.
Em nota oficial, o governo informou que o segundo reforço voltou ao calendário infantil a partir da atualização anunciada em 24 de junho.
- 3 doses iniciais da VIP no primeiro semestre de vida
- 1º reforço aos 15 meses
- 2º reforço aos 4 anos
- Aplicação exclusivamente injetável
| Etapa | Idade | Vacina | Situação em 2026 |
|---|---|---|---|
| 1ª dose | 2 meses | VIP | Mantida |
| 2ª dose | 4 meses | VIP | Mantida |
| 3ª dose | 6 meses | VIP | Mantida |
| 1º reforço | 15 meses | VIP | Mantido |
| 2º reforço | 4 anos | VIP | Retomado |

Por que o governo retomou o segundo reforço?
O Brasil segue sem registrar casos de poliomielite há décadas, mas o Ministério da Saúde avalia que a proteção precisa ser mantida em patamar alto para evitar reintrodução do vírus.
Em comunicado recente, o SUS voltou a orientar que duas doses de reforço passam a fazer parte novamente da rotina nacional de imunização, agora com esquema totalmente injetável.
A leitura técnica é que o novo modelo reduz riscos associados ao uso de vacina oral em cenários de baixa circulação do poliovírus selvagem e padroniza a resposta da rede pública.
O ministério também reforça que a pólio pode causar paralisia irreversível. Por isso, mesmo sem casos recentes no país, o foco é impedir brechas vacinais em crianças pequenas.
- Evitar queda da cobertura vacinal
- Bloquear possível reintrodução do vírus
- Padronizar o esquema com vacina injetável
- Ampliar proteção na primeira infância
Como isso afeta famílias da Zona Sul?
Na prática, pais e responsáveis devem conferir a caderneta de vacinação das crianças menores de 5 anos. Quem perdeu algum reforço deve procurar a UBS de referência o quanto antes.
Em São Paulo, a rede municipal mantém estratégia de checagem vacinal escolar. A prefeitura informa que a Declaração de Vacinação Atualizada segue como ferramenta para controlar o status vacinal de estudantes em 2026.
Isso pode ganhar peso extra em distritos da Zona Sul com alta densidade populacional e grande circulação entre creches, EMEIs e escolas municipais, onde atrasos vacinais costumam exigir busca ativa.
Para as famílias, o principal efeito é simples: crianças que já tomaram as três doses iniciais ainda podem precisar de conferência para garantir os dois reforços no prazo correto.
O que pais e responsáveis devem fazer agora?
O primeiro passo é verificar a idade da criança e checar se os registros de 15 meses e 4 anos estão completos. Se houver dúvida, a UBS pode consultar o histórico disponível.
A orientação vale também para responsáveis que mudaram de endereço recentemente ou perderam a caderneta. Em muitos casos, o sistema de imunização permite recuperar parte das informações anteriores.
- Separe caderneta e documento da criança
- Confira se há registro das doses de 2, 4 e 6 meses
- Verifique os reforços de 15 meses e 4 anos
- Procure a UBS se houver atraso ou dúvida
Para a Zona Sul, onde a demanda nas unidades costuma crescer em períodos de férias e matrícula escolar, a retomada do segundo reforço deve pressionar a busca por atualização ainda neste segundo semestre.
O recado das autoridades sanitárias é direto: a pólio segue eliminada no Brasil, mas só continuará fora do mapa enquanto a vacinação infantil permanecer alta e regular.
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Sobre o Autor: Hariane Garcia é Nutricionista Clínica e Esportiva, atuando como Personal Diet para atletas, praticantes de atividade física e famílias. Desenvolve estratégias nutricionais personalizadas, com foco em alimentação saudável, performance, equilíbrio nutricional e bem-estar.
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