O SUS entrou junho de 2026 com um novo sinal de pressão sobre a rede básica: a distribuição de remédios para quem quer parar de fumar cresceu 138% entre 2022 e 2025.
O dado foi divulgado pelo Ministério da Saúde e recoloca o tabagismo no centro da agenda pública, agora com impacto direto sobre UBS, farmácias e grupos terapêuticos.
Na prática, a tendência também interessa à zona sul da capital, onde moradores dependem da atenção primária para iniciar tratamento, receber adesivos de nicotina e acompanhamento clínico.
O que mudou na oferta de tratamento contra o tabagismo?
Segundo o ministério, o volume distribuído saltou de 19,5 milhões para 46,6 milhões de unidades em apenas três anos.
O avanço inclui medicamentos e terapias de reposição de nicotina usadas na dependência química do tabaco.
Hoje, o SUS trabalha com cinco itens principais para esse cuidado farmacêutico.
- cloridrato de bupropiona 150 mg;
- goma de nicotina 2 mg;
- adesivo de nicotina 7 mg;
- adesivo de nicotina 14 mg;
- adesivo de nicotina 21 mg.
A ampliação da oferta indica duas leituras simultâneas: maior procura dos pacientes e expansão da capacidade de resposta do sistema público.
| Indicador | 2022 | 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Medicamentos distribuídos | 19,5 milhões | 46,6 milhões | +138% |
| Atendimentos por tabagismo | base de 2022 | 2,5 milhões | +95% |
| Local principal do cuidado | UBS | UBS | Rede mantida |
| Itens farmacêuticos ofertados | 5 | 5 | Portfólio estável |

Por que a procura nas UBS cresceu?
O próprio Ministério da Saúde informou que 2,5 milhões de brasileiros buscaram tratamento voluntário em 2025, com alta de 95% ante 2022.
Esse movimento foi puxado pela atenção primária, sobretudo nas Unidades Básicas de Saúde, que funcionam como porta de entrada do tratamento.
Além do remédio, a rede oferece consulta, abordagem cognitivo-comportamental e atividades coletivas.
Para bairros populosos da zona sul, esse desenho importa porque reduz a necessidade de deslocamentos longos até ambulatórios especializados.
- primeira escuta clínica perto de casa;
- acesso a grupos de cessação;
- monitoramento de recaídas;
- encaminhamento quando há comorbidades.
Na rotina das UBS, o tema se conecta a outras doenças crônicas, como hipertensão, DPOC, diabetes e câncer.
Como esse avanço pode afetar a zona sul da capital?
A região concentra áreas densas e trajetos longos entre casa, trabalho e serviço público, o que costuma dificultar adesão terapêutica contínua.
Nesse cenário, quanto mais estruturada estiver a atenção básica, maior a chance de o paciente completar o tratamento.
A lógica é semelhante à observada em entregas recentes da rede municipal, como a nova instalação da UBS Vila Joaniza, em Cidade Ademar, que ampliou consultórios e capacidade de atendimento.
Embora a unidade não tenha sido anunciada por causa do tabagismo, estruturas maiores ajudam a absorver demandas preventivas e de cuidado contínuo.
Isso inclui acolhimento de fumantes, renovação de tratamento e acompanhamento multiprofissional.
- o morador procura a UBS de referência;
- passa por avaliação clínica inicial;
- recebe indicação terapêutica individualizada;
- retorna para monitorar abstinência e efeitos adversos.
O que os números revelam para a política de saúde?
O crescimento da procura mostra que o tratamento deixou de ser periférico e voltou a ocupar espaço mais central na política pública.
Também sugere que campanhas, disponibilidade de insumos e organização da atenção primária estão conseguindo converter intenção em atendimento real.
Para gestores, o próximo desafio será evitar ruptura de estoque, ampliar equipes treinadas e manter oferta regular nas unidades de bairro.
Se essa curva continuar em 2026, o impacto pode aparecer não só na cessação do tabagismo, mas também na redução de internações evitáveis.
Para a população da zona sul, o recado é objetivo: o tratamento está mais presente no SUS, mas o resultado depende de entrada rápida na UBS e seguimento contínuo.
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Sobre o Autor: Hariane Garcia é Nutricionista Clínica e Esportiva, atuando como Personal Diet para atletas, praticantes de atividade física e famílias. Desenvolve estratégias nutricionais personalizadas, com foco em alimentação saudável, performance, equilíbrio nutricional e bem-estar.
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