Estudo sobre os efeitos da creatina VO2máx na performance atlética

Creatina VO2máx: estudo da Unesp em 2026

Publicado por Hariane em 4 de agosto de 2026 às 08:01. Atualizado em 4 de agosto de 2026 às 08:02.

Uma nova frente de pesquisa sobre creatina saiu do eixo clássico de força e hipertrofia e passou a mirar o desempenho aeróbio. O movimento ganhou força com uma bolsa divulgada pela FAPESP.

O projeto será conduzido na Unesp de Marília e pretende revisar ensaios clínicos para medir se a suplementação oral realmente altera o consumo máximo de oxigênio, o chamado VO2máx.

Para academias, boxes e assessorias esportivas da Zona Sul, o tema mexe com uma dúvida prática: a creatina ajuda só em tiros curtos ou também pode influenciar corrida, bike e treinos longos?

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  1. O que a nova pesquisa da Unesp vai investigar?
  2. Por que essa notícia foge do debate tradicional?
  3. Como a revisão será feita?
  4. O que isso muda para quem treina na Zona Sul?
  5. Por que o momento regulatório também pesa?

O que a nova pesquisa da Unesp vai investigar?

A iniciativa foi registrada como bolsa de iniciação científica e tem vigência prevista de 1º de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2027.

O estudo ficará sediado na Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp, em Marília, com foco em fisioterapia, exercício físico e suplementação ergogênica.

Segundo a descrição pública, a revisão vai reunir ensaios randomizados controlados por placebo com adultos saudáveis, sempre avaliando creatina como monoterapia, sem mistura com outros suplementos.

O alvo central é saber se a substância altera o VO2máx ou o VO2pico, indicadores usados para medir a capacidade de captar, transportar e utilizar oxigênio durante o esforço.

Ponto-chave Dado Impacto prático Recorte
Instituição Unesp de Marília Pesquisa acadêmica brasileira Saúde e exercício
Financiamento Bolsa FAPESP 26/07871-7 Projeto formalizado 2026-2027
Variável principal VO2máx e VO2pico Mede aptidão aeróbia Adultos saudáveis
Tipo de evidência Revisão sistemática Sintetiza estudos prévios Ensaios com placebo
Questão central Creatina além da força Pode influenciar resistência Uso esportivo
Pesquisadores da Unesp analisam a creatina em 2026
Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial

Por que essa notícia foge do debate tradicional?

A creatina costuma aparecer em discussões sobre ganho de força, volume muscular, envelhecimento e segurança renal. Agora, o foco migra para a aptidão cardiorrespiratória.

Essa mudança de ângulo é relevante porque o VO2máx tem peso direto em corrida, ciclismo, futebol e programas de condicionamento usados por adultos acima dos 50 anos.

Na prática, a pergunta não é apenas se a creatina melhora explosão. O novo interesse científico tenta esclarecer se ela também ajuda a sustentar mais trabalho físico.

A própria descrição da bolsa afirma que os resultados anteriores sobre esse efeito ainda são inconsistentes, com diferenças metodológicas entre pesquisas já publicadas.

  • Força muscular já é o campo mais conhecido da creatina.
  • Resistência aeróbia ainda reúne resultados conflitantes.
  • VO2máx tem aplicação esportiva e clínica.
  • Meta-análise pode reduzir ruído entre estudos pequenos.

Como a revisão será feita?

O protocolo anunciado informa buscas em bases como PubMed, Cochrane, Scopus e Web of Science, além de seleção por revisores independentes.

Também está previsto uso de ferramentas reconhecidas para risco de viés e certeza da evidência, como Cochrane Risk of Bias e sistema GRADE.

Isso significa que o trabalho não vai testar atletas em laboratório agora. Primeiro, ele vai pesar criticamente o que já foi publicado no mundo.

Se houver dados comparáveis, os autores planejam uma meta-análise com modelo de efeitos aleatórios, formato usado quando os estudos não são idênticos.

  1. Selecionar ensaios clínicos com placebo.
  2. Comparar protocolos de dose e duração.
  3. Extrair resultados de VO2máx e VO2pico.
  4. Medir heterogeneidade entre os trabalhos.
  5. Produzir estimativa conjunta do efeito.

O que isso muda para quem treina na Zona Sul?

Em bairros com forte cultura de corrida e academias, como Moema, Saúde, Vila Mariana e Santo Amaro, a notícia tende a alimentar uma procura mais técnica por orientação.

Isso porque muitos praticantes usam creatina pensando apenas em musculação, enquanto treinadores de endurance ainda tratam o suplemento com mais cautela.

Ao mesmo tempo, o avanço do interesse científico ocorre enquanto uma meta-análise publicada em 27 de julho de 2026 voltou a discutir a segurança renal da creatina, outro tema recorrente nas academias.

Para o consumidor, o recado imediato não é correr para mudar dose ou protocolo. É esperar evidência consolidada e checar se o produto está regularizado.

  • Procure orientação profissional antes de suplementar.
  • Desconfie de promessas para resistência “garantida”.
  • Avalie rótulo, procedência e composição.
  • Evite copiar rotinas virais de redes sociais.

Por que o momento regulatório também pesa?

O interesse por novos usos da creatina cresce num ambiente de fiscalização mais dura sobre suplementos e alegações exageradas no mercado brasileiro.

No fim de junho, a Anvisa confirmou a suspensão de lotes de creatina em gomas e a proibição de um suplemento irregular, citando teor fora do limite e falhas de rotulagem.

Esse contexto torna a nova pesquisa ainda mais sensível. Se a ciência abrir espaço para aplicações ligadas ao VO2máx, a pressão sobre qualidade e propaganda deve aumentar.

Para quem acompanha o tema de perto, o fato novo de 4 de agosto de 2026 é claro: a creatina entrou, de vez, no radar da ciência brasileira para além da força.

Aviso Editorial

Este conteúdo foi estruturado com o auxílio de Inteligência Artificial e submetido a rigorosa curadoria, checagem de fatos e revisão final pelo editor-chefe Hariane.

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Sobre o Autor: Hariane Garcia é Nutricionista Clínica e Esportiva, atuando como Personal Diet para atletas, praticantes de atividade física e famílias. Desenvolve estratégias nutricionais personalizadas, com foco em alimentação saudável, performance, equilíbrio nutricional e bem-estar.

Editor: Hariane Garcia

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